10 novembro 2006
Saudosismo
30 outubro 2006
Vide bula
Para que serve um blog? Eu não sei, nunca tive saco de ler um. Este aqui serve para 4 amigos do tempo de escola escreverem o que pensam hoje em dia. E quem achar alguma coisa interessante, pode até ler...
Eu não acho que isso tenha futuro, a coisa mais fácil do mundo é um de nós nos enchermos e passarmos a preguiça de escrever para os demais, mas tudo bem, isso aqui é uma “obra” literária feita para os autores, e não para os leitores (embora, todos que escrevem algo, de um jeito ou de outro, desejam ser lidos)...
Plagiando Freakonomics, que analisa os fatos cotidianos à luz da economia (mais da estatística do que da economia, ao meu ver), também não vejo sucesso neste blog. A teoria econômica diz que quanto maior o mercado, mais especializados são os bens e serviços, uma vez que se atinge economias de escala ao atender muita gente com a mesma necessidade. Os teóricos do marketing também defendem a especialização, alegando ser vital segmentar o mercado e posicionar seu produto de acordo com ele, muitas vezes dando ênfase a um único aspecto do que se deseja vender. Dado a imensa oferta de blogs e a incompreensível demanda, este aqui deveria se chamar algo como “O Quatrilho – X para os jovens universitários da zona oeste paulistana”, sendo X um assunto qualquer.
Felizmente aqui dentro podemos mandar Kotler a merda, não ligar para o que o cliente vai pensar e escrevermos o que aparecer pela frente. Assim, com certeza veremos textos sobre futebol, amor, baladas, filosofia, mulher, felicidade, sexo, amizade, educação, comida, cultura, internet e o que de mais improvável aparecer na nossa mente.
13 setembro 2006
O Falecimento do Senso Comum (Prefácio é a casa do caralho)
Um dos grandes baratos da evolução do ser humano é a sua excelente capacidade de comunicação e exposição de idéias. Os jovens adoram discutir sobre aborto, legalização enquanto os mais velhos preferem economia e globalização. Até mesmo o tripé futebol-política-religião, outrora considerado terreno perigoso, já é abordado com naturalidade.
Na maioria dos tópicos sugeridos, os debatedores (leia-se pessoas ébrias em uma mesa apertada) já possuem uma opinião previamente formada que dificilmente será alterada seja por convicção ou até mesmo, orgulho. Mesmo assim, o confronto de idéias é quase sempre um exercício saudável.
É difícil explicar porque as pessoas defendem veementemente a sua forma de pensar, mas com certeza a resposta passa pelo espirito de competição e pela vontade de superar o seu rival.
Nos últimos debates dos quais participei, ou como debatedor ou como espectador, notei um detalhe que me incomodou bastante. Senti que a opinião formada pela maioria (difundida pela Veja, pelos jornais e pela televisão) foi atacada brutalmente. Não é nenhum crime possuir uma idéia que diverge da maioria, porém é seu dever entender a razão. Infelizmente, alguns falsos brilhantes compreendem que acompanhar a maioria é sinal de ignorância, de pouco pensamento, de fazer parte de uma massa acéfala enquanto enfrentá-la denota inteligência, boa informação e pertencimento a elite cultural. Para manter o senso de cool e a intelectual physique deve se escolher um tema que tenha uma maioria avassaladora (quanto maior for a maioria, melhor) e sabiamente OPTAR pela idéia contrária. Uma grande bobagem.
Se uma idéia virou senso comum, ela tem no mínimo, o valor de representar algo para uma enormidade e por isso deve ser estudada com carinho. Enquanto isso, ir contra o senso comum é uma alternativa plausível e democrática, porém exige-se horas de estudo, de retórica e de pensamento. ao invés da adoção de uma postura arrogante e crítica em relação ao “pensamento de todos”.



